Emigração e transferências monetárias como estratégias de adaptação às secas no Seridó Potiguar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-85852503880005911

Palavras-chave:

Migração, Seca, Transferência de Renda

Resumo

A partir de um survey urbano realizado em 2017, com representatividade para a região do Seridó Potiguar (Rio Grande do Norte), no Semiárido Nordestino, o objetivo desse artigo é entender como os programas sociais e as remessas de migrantes têm-se constituído em estratégias centrais de adaptação às secas. A metodologia consiste em estatísticas descritivas, testes estatísticos de representatividade amostral e de diferenças entre proporções. Os principais resultados mostram que as remessas enviadas pelos emigrantes foram mais presentes para famílias com níveis de renda mais baixos, de até dois salários mínimos per capita, representando um apoio fundamental para as famílias na região de origem. Os programas sociais também foram mais marcantes em famílias de menores rendas. A concentração da população na zona urbana parece interligada a esses processos, apresentando determinadas vantagens em termos de estratégias domiciliares com a busca por ocupações no mercado de trabalho urbano para incrementar a renda familiar.

Biografia do Autor

Isac Alves Correia, Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG)

Bacharel em Economia (URCA) e mestre em Demografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente é doutorando em Demografia (Cedeplar/UFMG) e pesquisador do Observatório das Migrações Nordestinas

Ricardo Ojima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Sociólogo, doutor em demografia e Professor Adjunto do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DDCA/UFRN).

Alisson Barbieri, Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG)

Doutor em Planejamento Urbano e Regional e Professor Adjunto do Departamento de Demografia no Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar/UFMG).

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Publicado

2020-09-10