Chamada de artigos: REMHU n. 63 (dezembro 2021) e n. 64 (abril 2022)

2018-05-09

número 63 da Revista, de dezembro de 2021, incluirá um dossiê sobre o tema: "Migrações no Oriente Médio” (data limite para entrega dos artigos, 10 de agosto de 2021).

Luciano Zaccara e Maria do Carmo dos Santos Gonçalves (guest editors).

O objetivo do dossiê é analisar as principais características da migração e dos deslocamentos forçados no Oriente Médio em termos intra-regionais e extra-regionais. Incluímos na definição de Oriente Médio Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina, Catar, Síria, Turquia e Iêmen.

No início da terceira década do século XXI, a região se apresenta como uma das mais desafiadoras em termos de mobilidade humana, não apenas pelo grande número de refugiados (principalmente sírios, palestinos e iemenitas), mas também pela crescente presença de migrantes econômicos e irregulares, bem como por políticas migratórias que, não raramente, priorizam abordagens securitárias no sentido estrito e não a promoção dos direitos humanos. Deve-se lembrar que a maioria dos países da região não assinou a Convenção sobre Refugiados de 1951 e os Protocolos de 1967. Os muitos conflitos de guerra, étnicos e religiosos na região tornam o contexto ainda mais desafiador.

Nessa perspectiva, orientar uma reflexão sobre a mobilidade humana na região do Oriente Médio tem como objetivo prestar atenção à defesa e promoção dos direitos humanos de migrantes e refugiados; aprofundar fatores estruturais e intermediários (economia, meio ambiente, instituições, políticas migratórias, conflitos militares e religiosos, redes) enquanto fatores que interferem na formulação das trajetórias migratórias das pessoas envolvidas; enfatizar o papel da ação solidária por parte de organizações internacionais e da sociedade civil organizada, bem como a agência de migrantes e refugiados.

Alguns tópicos que podem ser aprofundados nos artigos, embora não exclusivos, são os seguintes:

- conflitos militares e religiosos e migração forçada

- acolhida e proteção de pessoas refugiadas

- trabalhadores migrantes indocumentados

- trabalhadores domésticos e seus direitos

- políticas migratórias

- direitos humanos e ação de organizações internacionais e sociedade civil organizada

- desafios ambientais e migração

- questões religiosas, migração forçada e deslocamento

- diáspora latino-americana no Oriente Médio

- o papel das ONGs

- o papel das agências internacionais.

O artigo pode ser escrito em português, italiano, espanhol ou inglês e será avaliado por dois referees. As normas de publicação e submissão estão disponíveis em Submissões | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

Os artigos devem ser enviados à Revista REMHU pelo site de submissão eletrônica de manuscritos: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

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número 64 da Revista, de abril de 2022, incluirá um dossiê sobre o tema: “(I)mobilidade  Humana diante de muros e fronteiras”. Data limite para entrega dos artigos, 10 de janeiro de 2022.

No fim do século passado, após a queda do muro de Berlim, acreditava-se no fim da época dos muros. Ao que tudo indica, foi apenas uma ilusão. Hoje há cerca de 70 barreiras físicas no planeta, além de 7 em construção.

Num período marcado pelas desregulamentações neoliberais, difundiu-se um “duplo regime de circulação”: enquanto as mercadorias circulam com sempre maior facilidade, há cada vez mais entraves para a mobilidade de seres humanos. Trata-se de entraves materiais, como muros, cercas e valas, e entraves imateriais, como legislações restritivas (o recente “passaporte sanitário”), xenofobia, discriminações e até perseguições.

Esta “obsessão” por muros afeta muitas pessoas migrantes e refugiadas, cuja trajetória é frequentemente marcada por uma sequência de mobilidades e imobilidades, violações e atos de resistência, numa constante busca de novas estratégias para enfrentar as numerosas barreiras encontradas no caminho.

Cabe ressaltar que há uma distinção entre “muros” e “fronteiras” (Velasco, 2019): enquanto os primeiros são intransponíveis e visam impedir o encontro com o outro, as fronteiras marcam a identidade e podem ser abertas ou porosas, lugares de contato e de encontro. Mesmo com menos notoriedade, na atualidade há também casos de contato fronteiriço e intercâmbios entre populações locais e migrantes.

Objetivo do dossiê é aprofundar o crescimento de barreiras materiais e imateriais, seus impactos e as respostas das pessoas migrantes e refugiadas. Além disso, visa analisar casos de encontro fronteiriço e intercâmbio solidário, onde a lógica da separação dos muros é substituída pela lógica do encontro.

O artigo pode ser escrito em português, italiano, espanhol ou inglês e será avaliado por dois referees. As normas de publicação e submissão estão disponíveis em Submissões | Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)

Os artigos devem ser enviados à Revista REMHU pelo site de submissão eletrônica de manuscritos: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana (csem.org.br)