A resiliência da saúde migrante: itinerários terapêuticos plurais e transnacionais

Autores

  • Cláudia de Freitas Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL)
  • Álvaro Mendes Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (IBMC-UP), Centro de Genética Preditiva e Preventiva (CGPP-UP)

Palavras-chave:

Saúde migrante, itinerários terapêuticos, resiliência, cuidados transnacionais, imigrantes Cabo-verdianos

Resumo

Este artigo aborda as estratégias usadas no enfrentamento de problemas de saúde pelos imigrantes Cabo-verdianos na Holanda. Tendo por base uma metodologia qualitativa, discute-se a escolha de itinerários terapêuticos plurais, incluindo o uso decuidados informais, formais e transnacionais.Estes percursos são influenciados pelas racionalidades leigas dos Caboverdianos acerca da saúde, que assentam num “reportório Cristãoespiritual”, e por um contexto sociocultural e político onde se impõem múltiplas barreiras no acesso aos cuidados de saúde formais Holandeses. A pluralidade de itinerários terapêuticos adotados pelos Cabo-verdianos objetiva-se na (re)construção de saberes leigos sobre a doença, na mobilização de recursos materiais e na ativação de recursos sociais locais e transnacionais. Esta pluralidade de estratégias é interpretada como uma evidência de resiliência destes imigrantes perante fatores adversos à manutenção do seu bem-estar mental, físico e espiritual. 


This article addresses the strategies employed by Cape Verdean immigrants in the Netherlands to deal with health problems.Drawing on qualitative research, it discusses the choice of plural therapeutic itineraries, including the use of informal, formal and transnational healthcare. These pathways are influenced by Cape Verdeans’ lay rationalities about health, which are based on a “Christian-spiritual repertoire”, and by a sociocultural and political context that limits their access to Dutch formal healthcare services. The plurality of therapeutic itineraries employed by Cape Verdeans is realised through the (re)construction of their lay knowledge about illness, the mobilisation of material resources and the activation of local and transnational social resources. This plurality of health seeking strategies renders evident the resilience of these migrants when confronted with adversities that can impact negatively on their physical, mental and spiritual wellbeing.


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Biografia do Autor

Cláudia de Freitas, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL)

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Licenciada em Psicologia pela Universidade de Coimbra, Mestre em Migrações e Estudos Étnicos pela Universidade de Amesterdão, Doutorada em Ciências Sociais pela Universidade de Utrecht, Holanda. Investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL). Bolseira de Pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). E-mail: claudia_defreitas@yahoo.com. Lisboa/Portugal.

Álvaro Mendes, Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (IBMC-UP), Centro de Genética Preditiva e Preventiva (CGPP-UP)

Licenciado em Psicologia pela Universidade de Coimbra, Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade de Aveiro, Investigador do Centro de Genética Preditiva e Preventiva do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (CGPP.IBMC-UP). Bolseiro de Pós-doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). E-mail: alvaro.mendes@ibmc.up.pt. Aveiro/Portugal.

 

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Publicado

2013-05-11