Para onde vou com a minha família? Uma etnografia sobre projetos coletivos e migração venezuelana em Manaus (Brasil)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-85852503880006111

Palavras-chave:

migração venezuelana, família, projeto, Manaus

Resumo

O artigo apresenta o “projeto migratório” e as estratégias acionadas por uma família venezuelana em sua trajetória no Brasil. A jornada é marcada por preocupações coletivas, desde a intenção inicial de migrar, passando pelas dificuldades para reunir os entes queridos em Manaus, e chegando à decisão de se estabelecerem. Os dados permitem problematizar um tema clássico das ciências sociais, os compromissos entre indivíduos e o grupo, enfatizando a solidariedade duradoura e um imaginário compartilhado de mútuo pertencimento implicados nas relações de parentesco. O norte da discussão teórica é a conformação de um “projeto familiar” que articula o local, o nacional e o transnacional. Ao final, refletimos sobre as transformações individuais e coletivas implicadas no processo migratório.

Biografia do Autor

Sandro Almeida, Universidade Federal do Amazonas

Doutor em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB). Professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Vice-líder do Grupo de Estudos Migratórios na Amazônia (GEMA) e coordenador do projeto de pesquisa “Parentesco e mobilidade venezuelana no norte do Brasil”, financiado pela FAPEAM. E-mail: sandro.almeida@gmail.com.

Ivon Lo Bianco, Universidade Federal do Amazonas

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Bacharel em Direito pela Universidad Gran Mariscal de Ayacucho (UGMA-Venezuela). Membro do Grupo de Estudos Migratórios na Amazônia (GEMA). Bolsista do Programa de Alianças para a Educação e a Capacitação (PAEC/OEA-GCUB). E-mail: ijlobianco@gmail.com.

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Publicado

2021-05-12